segunda-feira, 13 de julho de 2026

Linguagem Corporal



Em muitos momentos a linguagem do corpo expressa bem mais os sentimentos, do que as palavras, sobretudo quando existe um clima emocionalmente favorável.

Atenção! Sempre que você estiver conversando com alguém, observe seus movimentos corporais, certamente descobrirá uma linguagem não verbal, altamente reveladora sobre si mesmo!

 

Essa forma de comunicação é universal e suas características variam com o contexto cultural ou a estrutura de personalidade de cada pessoa, exprimindo sentimentos, desejos e/ou necessidades de acordo com a situação.

 

Pesquisas revelaram alguns dados bastante significativos:

 

No México observaram duas pessoas que conversavam animadamente e, cada vez que elas desejam ressaltar algum ponto da conversa, gesticulavam e tocavam uma na outra (na mão, no braço e/ou no ombro). Durante uma hora se tocaram 180 vezes. Já em Paris, duas pessoas conversando se tocaram fisicamente 120 vezes, no Brasil 110 vezes, e em Londres, porém não se tocaram uma única vez.

 

A divulgação desta pesquisa serviu para confirmar que existem formas diferentes entre culturas e nacionalidades, quanto à maneira de gesticular e movimentar o corpo, a fim de enfatizar o que as pessoas estão dizendo ou sentindo e estreitar ou não um relacionamento.

Os indivíduos demonstram uma variedade de pequenos gestos inconscientes, com movimentos imperceptíveis de cabeça, das sobrancelhas, dos olhos e algumas partes do corpo, quando encontram alguém ou mantém uma conversação, especialmente se for bem animada.

 

Cada pessoa tem uma forma diferenciada de expressar sua linguagem corporal.


No entanto, quando há um clima de sedução entre os pares e estes evidenciam o desejo da conquista, surgem expressões de alegria, os  olhos ficam atentos e interessados, os corpos se aproximam na tentativa de buscar um alinhamento ao discurso verbal e estreitar o relacionamento.

 

O corpo ainda é uma das melhores formas de comunicação universal. Mas, importante lembrar que não existe um "dicionário secreto" que decodifique emoções com total precisão e qualidade dos afetos.


Por vezes a linguagem corporal revela muito, assim sendo, necessitamos apreender a melhorar nossas relações amorosas, profissionais e sociais!

 

domingo, 14 de junho de 2026

Envelhecer e Sexualidade com 60 +!

 

Em nossa sociedade, muitos ainda têm uma ideia equivocada de que, com o passar do tempo, o ser humano deixa de ter um desempenho sexual satisfatório e não apresenta as mesmas condições de desejo e prazer sexuais outrora vivenciados, e por vezes é considerado um assexuado desinteressante.

É necessário questionar estas crenças distorcidas e mesmo os tabus frente à prática sexual durante o processo de envelhecimento, substituindo-as por informações realistas e livre de preconceitos.

É certo que, com o chegar da idade pode ocorrer um desgaste no relacionamento afetivo, além de uma série de transformações físicas e emocionais que, muitas vezes, acarretam doenças e outras dificuldades que interferem no exercício sexual. Entretanto, associar esta etapa de vida a incapacidade, ao déficit ou perda de apetite sexual, é impor limitações desnecessárias e errôneas ao adulto maduro.

Enquanto há vida, também há possibilidade de vivência sexual satisfatória e prazerosa, principalmente quando ocorreu e ainda ocorrem cuidados com a saúde física, espiritual e emocional.

Acima dos sessenta anos de idade ao invés de se estressar, desejando aquela performance sexual que não volta mais, ou aquele desempenho que jamais teve aos vinte anos de idade, mais importante é buscar alternativas.

Devemos compreender e aceitar o que está acontecendo com seu corpo nesse momento e, assim, criar e utilizar novos recursos e estratégias que facilitem uma adaptação a esta etapa de vida. Já existem medicações disponíveis tanto para homens quanto para mulheres, devem ser prescritas por um médico, de preferência um geriatra, especialista nesta fase. Cada caso é um caso!

Através da experiência e mediante as mudanças que ocorrem no organismo nesta etapa, é perceber com naturalidade e tranquilidade os novos limites desse corpo. É possível acreditar e alcançar o direito à intimidade e à prática do sexo satisfatório em qualquer idade e sem preconceitos.

Participar de palestras, manter os amigos, fazer leituras e exercícios físicos, ser sociável e se movimentar. Ter cuidados de higiene são indispensáveis e descobrir que carícias são sempre bem-vindas. Portanto, envelhecer é descobrir como nosso corpo funciona depois de alguns anos.

A sexualidade na maturidade é uma parte fundamental da vida e do bem estar. O desejo e a prática continuam ativos após os 60 anos, transformando-se em uma vivência muitas vezes mais tranquila, focada na intimidade, no conhecimento mútuo e no afeto.

Sexo não tem prazo de validade e sim maturidade!

 

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Solidão faz mal à Saúde?


 


A ciência confirma que a solidão pode ser tão prejudicial à saúde quanto doenças crônicas ou hábitos nocivos (tabagismo/obesidade), impactando a longevidade, aumentando riscos de doenças cardiovasculares, AVC, diabetes, declínio cognitivo e mortalidade
. Ela tende a gerar estresse recorrente, e atingir negativamente o sistema imunológico. 

Todos nos sentimos sós em algum momento das nossas vidas. Para muitos, é um sentimento passageiro e eventual, mas para alguns, essa solidão pode tornar-se crônica.

No entanto, estamos vivenciando uma era em que muitas pessoas estão morando sozinhas, por opção ou por falta dela. Algumas encaram muito bem, outras não, o que tende a comprometer o estado emocional e consequentemente físico, principalmente na terceira idade.

A solidão é um sentimento subjetivo e doloroso de isolamento, desconexão social e/ou falta de pertencimento, que pode ocorrer mesmo estando acompanhado. Diferente da solitude (prazer de estar só), a solidão é uma vivência de vazio, desamparo e dor emocional, podendo afetar gravemente a saúde mental, gerando angústia e depressão, mesmo em ambiente confortável. Não é necessariamente um sofrimento crônico, mas pode ser um sinal para reavaliar conexões e buscar momentos de qualidade consigo mesmo, balizada pelo autocuidado.

Estudiosos enfatizam que a solitude é uma escolha consciente, muitas vezes associada a momentos de reflexão, estudo ou meditação. A solidão pode levar a um ciclo vicioso de isolamento. Conforme especialistas, uma pessoa que se sente solitária pode começar a se afastar cada vez mais, resultando em um isolamento progressivo que abrange de forma negativa sua saúde mental, bem como suas relações sociais.

É importante reconhecer os sinais de sofrimento diante da solidão e procurar ajuda. Cultivar relações significativas, participar de atividades comunitárias e, quando apropriado, buscar apoio profissional, são passos valiosos para combater os efeitos perigosos da solidão.

A solitude, quando bem aproveitada, pode ser uma fonte de crescimento pessoal. É um momento de conexão consigo mesmo, fundamental para o autoconhecimento e a reflexão, especialmente no mundo contemporâneo, repleto de distrações e ruídos constantes, esses períodos de introspecção tornam-se ainda mais relevantes.

Em suma, enquanto a solitude pode ser uma prática saudável e enriquecedora, a solidão não desejada representa um desafio significativo para o bem-estar individual e coletivo. Compreender essa distinção é fundamental para promover uma relação mais salutar consigo e com os demais, contribuindo para uma melhor qualidade de vida em nossa sociedade cada vez mais conectada tecnologicamente, mas paradoxalmente isolada.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Ser Mulher importa!

 

 


Por que muitas mulheres ainda são vítimas, principalmente de seus parceiros?

Certamente por uma combinação de fatores estruturais, culturais e relacionais, enraizados no machismo e na desigualdade de gênero. A violência contra a mulher não é um fato isolado, mas sim reflexo de uma cultura patriarcal que legitima a dominação masculina, perpetuada na educação familiar até hoje.

A sociedade cultiva a ideia de superioridade masculina, muitas vezes tratando mulheres como propriedade. A violência doméstica ocorre frequentemente em contextos de discriminação e desprezo pela condição feminina, em maioria, associada a vulnerabilidade social.

Muitas mulheres permanecem em relações violentas devido à dependência econômica do parceiro ou por medo de não conseguirem se sustentar sozinhas com seus filhos.

73% das mulheres revelam ser o medo o principal motivo para não denunciarem ou buscarem ajuda, anulando toda família: sentem-se envergonhadas em pedir amparo; independente das condições social e/ou econômica.

A violência doméstica costuma ser recorrente, gera tensão, agressão e o perdão, manipulando psicologicamente a vítima, dificultando a ruptura de um relacionamento, já extremamente fragmentado.

A ocorrência de um círculo vicioso entre o uso de álcool e drogas, mesmo socialmente, gera ciúmes excessivos e sentimento de perda de controle por parte do homem, inconscientemente sente-se ameaçado, que frequentemente tendem a engatilharem a violência física ou o feminicídio. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS, em todo o mundo, uma em cada três mulheres sofre violência, repetidamente praticada por parceiros da sua convivência.

No Brasil, cerca de 90% dos feminicídios são cometidos por maridos, ex-maridos, namorados ou familiares.

A persistência de qualquer tipo de violência física e/ou psicológica, moral, patrimonial e sexual reflete falhas sociais em garantir a igualdade plena e o respeito à integridade das mulheres, independente da sua idade cronológica. 

Para sair de uma relação violenta e doentia é preciso equilíbrio emocional, financeiro, social e familiar, que na maioria dos casos encontra-se desorganizada, por conta da pressão sofrida: buscar ajuda é o caminho, sempre haverá alguém para nos auxiliar.

 

Porque, nunca estamos sós!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

O impacto do uso de celulares por crianças e adolescentes

 


O uso excessivo de celulares por crianças e adolescentes causa prejuízos físicos, cognitivos e emocionais, incluindo miopia, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e dependência digital, afirmam psicólogos e neuropediatras. Pode resultar também em atraso na fala, dificuldades de atenção, sedentarismo e exposição a conteúdos inapropriados.

É cada vez mais comum ver crianças pequenas deslizando seus dedos pelas telas de celulares e tabletes.  Por trás dessa prática que muitos pais podem julgar inofensiva, especialistas destacam uma realidade preocupante, e as consequências negativas do uso excessivo e precoce de dispositivos eletrônicos no processo do desenvolvimento das novas gerações.

Isso ocorre porque a exposição intensa às telas afeta diretamente o funcionamento do cérebro de crianças e adolescentes. Especialmente nos primeiros anos de vida, o desenvolvimento neural dos seres humanos é moldado pela interação com o ambiente físico e o convívio com as pessoas ao seu redor, o que não acontece nos espaços digitais. 

Correr, pular, brincar com outras crianças, manipular objetos e conversar são hábitos que ativam múltiplas áreas do cérebro, contribuindo para o amadurecimento neurológico. Quando a criança passa horas apenas consumindo estímulos audiovisuais, o cérebro não é desafiado a ampliar funções complexas, como a empatia, a criatividade, a linguagem e principalmente lidar com a frustração, fundamental no processo evolutivo infantil.

Por um lado, o celular também possibilita o entretenimento, o estreitamento de vínculos entre amigos e familiares. Além disso, incentiva a pesquisa pedagógica e a curiosidade, facilitando o acesso e a democratização da informação.

A Organização Mundial de Saúde - OMS recomenda que crianças de até 5 anos de idade não devem passar mais de uma hora por dia em atividades passivas diante de uma tela de smartphone, computador ou aparelhos de televisão.

Estudos revelam que outra consequência para crianças e adolescentes do uso excessivo do celular tende a inibir o hormônio do crescimento (GH ou HGH). Além disso, prejudica os estudos. “Ao menos 50% do que se lê em um celular como fonte de estudo, não se consegue armazenar na memória a longo prazo”. Diferentemente ocorre quanto o aprendizado na escola, onde tudo é gradativamente continuado e, portanto, fixado.

A busca constante por notificações, likes e interações nas redes sociais ativa o circuito da dopamina, levando a uma sensação de prazer e gratificação que pode se tornar viciante, em qualquer idade. E esse vício causa prejuízos ao sono, à saúde física e mental do indivíduo.

Segundo IBGE: o percentual, contudo, cresceu na passagem de 2023 (54,8%) para 2024 (56,5%), permanecendo acima de 50%. Menos da metade desse grupo tinha o aparelho no período de 2016 (39,3%) a 2019 (46,7%). O uso excessivo do celular por crianças e adolescentes preocupa especialistas.

Algumas dicas que podem ajudar a manter uma rotina saudável em casa: seja exemplo, evite ficar muito tempo no celular, para que a sua atitude inspire a do seu filho. Explique os perigos que moram nas redes, como pedofilia, roubo de dados, bullying e etc. Brinque mais com esta criança, ela necessita de interação, assim o tempo dela será ocupado por ações mais saudáveis e afetivas.


Fonte: Terra



 

domingo, 18 de janeiro de 2026

Fé e Espiritualidade



Jesus nos ensina que a fé, mesmo pequena como um grão de mostrada, tem o poder de mover montanhas e tornar o impossível  realidade.

Como já dizia o poeta Gilberto Gil, - “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”!

A fé está relacionada à crença em Deus ou em algo superior. Fé que contribui para o bem-estar espiritual. Fé que ajuda tantos enfermos a terem esperança. Fé que anima as pessoas a se manterem firmes em seu propósito de vida. Que dá um novo sentido para sua existência.

Uma pesquisa realizada pela IPSOS - Empresa especialista em pesquisa de mercado, em vários países, com cerca de 19 mil pessoas, mostrou que 51% das pessoas entrevistadas acreditam em uma “entidade divina”, enquanto 18% não acreditam e 17% não têm certeza. O Brasil está em 3º lugar no ranking dos países em que há o maior número de pessoas de fé, sendo que 84% dos brasileiros pesquisados assumiram acreditar em Deus ou em algum ser de ordem suprema.

Enquanto para alguns o aspecto espiritual não tenha significado, para outros é condição indispensável para se manterem felizes e perseverantes. A fé, além de ser um fenômeno pessoal, é também um fenômeno sociológico e histórico, abordado em várias literaturas.

Certamente há condições em que muitas pessoas retomam a crença e a confiança em algo maior: uma parte para encontrar alívio ao sofrimento, e outra para buscar esperança, principalmente na cura de alguma enfermidade. Se fizermos uma procura nas bases de pesquisa, veremos que há vários estudos e revisões sobre fé, espiritualidade e religiosidade envolvendo melhora de saúde durante o tratamento de pacientes portadores de câncer e outras doenças crônico-degenerativas.... Há evidências de que as práticas espirituais promovem apoio mental, físico e social para aqueles em condições crônicas.

Uma revisão sobre pacientes que sobreviveram ao câncer de mama, realizada com base nas pesquisas publicadas entre 1994 e 2004, mostrou que a espiritualidade promove força para lidar com a doença, suporte social, aumenta a necessidade de cuidar e ser cuidado e faz com que as pessoas tenham maior proximidade com Deus. Quando bem direcionada, a espiritualidade pode influenciar positivamente os resultados ao longo da jornada do tratamento da doença. Esta é uma das conclusões de um estudo sobre a implementação da espiritualidade e religiosidade durante o tratamento do câncer, como um fator holístico.

Pode-se observar que não é apenas a fé do próprio doente que promove melhoras em seu tratamento e condição de vida, mas também a fé das pessoas que, por abnegação, se dispõem a interceder por elas. Um estudo duplo cego e randomizado realizado na Austrália, em um centro de tratamento oncológico, mediu o impacto da oração de intercessores no bem-estar espiritual de pacientes em tratamento. Participaram deste estudo 999 pacientes, e 66% deles o concluíram. Os resultados mostraram que os pacientes que receberam oração realmente tiveram melhor pontuação na escala que avaliou o bem-estar espiritual e qualidade de vida dos mesmos.

Mediante recentes publicações sobre este tema, bem como a importância que a dimensão espiritual assume na vida de tantas pessoas, é necessário que as políticas públicas de governo, as instituições de saúde e as empresas que buscam promover o bem-estar fomentem as práticas espirituais para aqueles que as procuram e as inserem em seu dia-a-dia, assim como já ocorre, por exemplo, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre/RS, onde é disponibilizado um espaço para a prática da meditação e da oração.

Fonte: Terra

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Por que tanta violência?

 


“A pobreza não é causa da violência. Mas quando aliada à dificuldade dos governos em oferecer melhor distribuição
dos serviços públicos, torna os bairros mais pobres, mais atraentes para a criminalidade e a ilegalidade. ”

Sociólogo - Luís Antônio Francisco de Souza

A violência é o mal que aflige toda a sociedade, uma vez era somente em centros urbanos, atualmente no interior também. As causas da violência são várias como: crise familiar, adolescentes lascivos e sem limites, reprovação acadêmica, desemprego, uso de drogas, prostituição, tráfico em geral, disputa entre facções rivais, carência de políticas públicas, discriminação atroz e tantos outros!

No entanto pode-se afirmar, a mais impactante está na desigualdade social. A má distribuição de renda resulta na privação da educação e melhores condições de toda ordem. Junto desse círculo vicioso se origina a falta de qualidade e de dignidade humana, fazendo com que as pessoas percorram muitas vezes os caminhos ilegais da criminalidade, e os resultados são os piores!

A violência engloba uma série de crueldades como: doméstica, escolar, racial, sexual, gênero, contra idosos e crianças, no trabalho e tantas outras que existem, gerando este labirinto que se tem conhecimento.

Vivemos num momento de individualidade e segregação afetiva; ainda temos as redes sociais que dominam nossas vidas, influenciando diretamente o comportamento das famílias e principalmente as crianças.

Inúmeras são as ideias e os projetos feitos para erradicar a selvageria social, porém cabe a cada um de nós, uma autoanálise, o que estamos fazendo para evitar toda esta brutalidade?

O caminho ainda é muito longo, mas precisamos educar melhor nossas crianças, com limites e afeto, e fazer delas no futuro, pessoas mais humanas e caridosas.

Pensemos nisso!!!